A ARTE EM CUNHA
Cunha tem um potencial artístico muito grande, devido a existência de
excelentes trabalhos desenvolvidos pelos ceramistas e artesãos da cidade.
Os índios foram os primeiros habitantes da cidade que trabalhavam com o
barro existente na constituição geológica da cidade.
O trabalho teve continuidade com as paneleiras (nome popular dado ás mulheres que se dedicavam á atividade da cerâmica) que, dominando o barro, transformavam-no em peças utilitárias. Elas iniciaram seus trabalhos fabricando panelas e potes de barro (cerâmica caipira - este trabalho mistura arte, técnica e dedicação). Essa cerâmica era utilizada na vida diária da zona rural. Haviam dezenas de paneleiras em Cunha e algumas buscavam aperfeiçoar os objetos que fabricavam. A técnica utilizada era basicamente indígena, inclusive no manuseio das colorações extraídas da própria terra. Para alisar e dar contorno á cerâmica elas utilizavam palha de milho dobrada, faca, sabugo de milho queimado e raspado, caco de cabaça ou pedra roliça.
Peças que produziam: panelas, potes, moringas, bules, chaleiras, colheres, garfos, jarras, canecas, cuscuzeiros, boiçes, gamelas, pichorras, fogareiros, fornos para torrar farinha, cofres, porta-jóias.
A Dº. Benedita Maria da Conceição, conhecida com Dº. Dita Olímpia, é a única paneleira viva em Cunha. Apesar da idade avançada, e da dificuldade em conseguir, preparar o barro e queimar suas peças, ela ainda faz alguns trabalhos, arte que ela aprendeu com a avô, Dº. Maria Leocárdia, aos 15 anos de idade. Suas peças podem ser encontradas na CASA DO ARTESÃO.
Atualmente, o destaque da arte fica por conta da cerâmica de alta temperatura. Em 1975 foi construído o primeiro forno á lenha Noborigama de alta temperatura, de origem oriental, alimentado com lenha de eucalipto, que produz superfícies vitrificadas de grande beleza e resistência e hoje é possível visitar os vários ateliês de cerâmica da cidade e reconhecer, no estilo próprio de cada um, a origem e o cruzamento das várias influências culturais que compôem o formidável conjunto de trabalho e caracteriza o alto grau de excelência artística e originalidade da cerâmica de Cunha. O ponto alto do processo é a ABERTURA DE FORNADA.
Uma Fornada de Cerâmica é o conjunto do trabalho modelado em argila durante várias semanas que depois é pré-queimado, pintado, esmaltado e finalmente vitrificado em temperaturas próximas de 1.400º C em Forno Noborigama, com lenha de eucalipto reflorestado.
A Abertura de Fornada depois do esfriamento lento do forno é um momento de jábilo e encantamento compartilhado, onde estão presentes a energia acumulada nas etapas do processo cerâmico e a beleza exclusiva e incomparável da genuína cerâmica de alta temperatura de Cunha.
Noborigama - forno construído em uma rampa - palavra de origem japonesa que quer dizer "forno que sobe".
Atualmente, existem cerca de 18 ateliers de cerâmica sendo 5 deles com forno Noborigama, técnica japonesa que tanto atrai estudantes de artes, artistas plásticos e apreciadores da arte em cerâmica. Cada artista com o seu próprio estilo, entre eles, trabalhos em raku, mosaicos, painis, esculturas, engobes, peças utilitárias, decorativas e artísticas.
Existem também ateliers de pintura em telas, tecidos e madeira, 1 ateliê de pintura em porcelana, 1 atelier de jóias em prata e o artesanato local que pode ser encontrado na Casa do Artesão.
excelentes trabalhos desenvolvidos pelos ceramistas e artesãos da cidade.
Os índios foram os primeiros habitantes da cidade que trabalhavam com o
barro existente na constituição geológica da cidade.
O trabalho teve continuidade com as paneleiras (nome popular dado ás mulheres que se dedicavam á atividade da cerâmica) que, dominando o barro, transformavam-no em peças utilitárias. Elas iniciaram seus trabalhos fabricando panelas e potes de barro (cerâmica caipira - este trabalho mistura arte, técnica e dedicação). Essa cerâmica era utilizada na vida diária da zona rural. Haviam dezenas de paneleiras em Cunha e algumas buscavam aperfeiçoar os objetos que fabricavam. A técnica utilizada era basicamente indígena, inclusive no manuseio das colorações extraídas da própria terra. Para alisar e dar contorno á cerâmica elas utilizavam palha de milho dobrada, faca, sabugo de milho queimado e raspado, caco de cabaça ou pedra roliça.
Peças que produziam: panelas, potes, moringas, bules, chaleiras, colheres, garfos, jarras, canecas, cuscuzeiros, boiçes, gamelas, pichorras, fogareiros, fornos para torrar farinha, cofres, porta-jóias.
A Dº. Benedita Maria da Conceição, conhecida com Dº. Dita Olímpia, é a única paneleira viva em Cunha. Apesar da idade avançada, e da dificuldade em conseguir, preparar o barro e queimar suas peças, ela ainda faz alguns trabalhos, arte que ela aprendeu com a avô, Dº. Maria Leocárdia, aos 15 anos de idade. Suas peças podem ser encontradas na CASA DO ARTESÃO.
Atualmente, o destaque da arte fica por conta da cerâmica de alta temperatura. Em 1975 foi construído o primeiro forno á lenha Noborigama de alta temperatura, de origem oriental, alimentado com lenha de eucalipto, que produz superfícies vitrificadas de grande beleza e resistência e hoje é possível visitar os vários ateliês de cerâmica da cidade e reconhecer, no estilo próprio de cada um, a origem e o cruzamento das várias influências culturais que compôem o formidável conjunto de trabalho e caracteriza o alto grau de excelência artística e originalidade da cerâmica de Cunha. O ponto alto do processo é a ABERTURA DE FORNADA.
Uma Fornada de Cerâmica é o conjunto do trabalho modelado em argila durante várias semanas que depois é pré-queimado, pintado, esmaltado e finalmente vitrificado em temperaturas próximas de 1.400º C em Forno Noborigama, com lenha de eucalipto reflorestado.
A Abertura de Fornada depois do esfriamento lento do forno é um momento de jábilo e encantamento compartilhado, onde estão presentes a energia acumulada nas etapas do processo cerâmico e a beleza exclusiva e incomparável da genuína cerâmica de alta temperatura de Cunha.
Noborigama - forno construído em uma rampa - palavra de origem japonesa que quer dizer "forno que sobe".
Atualmente, existem cerca de 18 ateliers de cerâmica sendo 5 deles com forno Noborigama, técnica japonesa que tanto atrai estudantes de artes, artistas plásticos e apreciadores da arte em cerâmica. Cada artista com o seu próprio estilo, entre eles, trabalhos em raku, mosaicos, painis, esculturas, engobes, peças utilitárias, decorativas e artísticas.
Existem também ateliers de pintura em telas, tecidos e madeira, 1 ateliê de pintura em porcelana, 1 atelier de jóias em prata e o artesanato local que pode ser encontrado na Casa do Artesão.